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Hábitos de vida afetam mais a saúde do que a herança genética

Entrevista: Gustavo Loubert Guimarães, diretor técnico da Funcional. Márcia Rodrigues. O Estado de São Paulo. Caderno Empregos pág E3. (29/01/2012)

- Ao que o senhor atribui a divisão das doenças por região?
No estudo nós confirmamos o que outros levantamentos já haviam previsto, porém com o diferencial importante de tê-lo feito sob a ótica da utilização de medicamentos. Isso é muito importante pois são muito raros os estudos que mostram como as pessoas se tratam no Brasil. Na maior parte das vezes os pesquisadores focam nas doenças que as pessoas possuem e não na forma como elas se tratam destas condições. O que fizemos foi demonstrar que há variações importantes na forma como as pessoas se tratam nas regiões do Brasil, tendo como um dos prováveis motivos as diferenças no seu estilo de vida e nível socioeconômico.

- A ascendência da população pode determinar as doenças que prevalecem em cada região?
Realmente, algumas doenças podem estar mais presentes em determinada região por conta da origem genética da população que lá vive, mas a maior causa destas diferenças é a maneira como as pessoas vivem, ou seja, os seus hábitos de vida. Aspectos como a alimentação, a frequência e o tipo de atividade física, o acesso aos serviços de saúde, a adesão ao tratamento, o tabagismo e o etilismo, entre outros, impactam muito mais nas estatísticas da saúde de uma população do que sua “carga genética”. Estudos americanos mostraram que o ambiente em que vivemos e o estilo de vida determinam 80% da nossa saúde (ou doença), enquanto os outros 20% são determinados pela nossa genética.

- As empresas pesquisadas estão investindo em programas para reduzir os problemas de saúde dos funcionários?
A população de nossa pesquisa é bastante grande, incluindo empresas dispersas por todo o território nacional. A maioria delas possui um ou mais programas de saúde disponível para seus funcionários e colaboradores, sendo mais comuns as ações voltadas à qualidade de vida. Um novo tipo de programa que vem ganhando importância gradual nas empresas de grande porte no Brasil são os focados na gestão de tratamentos crônicos. Doenças como a hipertensão, o diabetes e o colesterol alto estão cada vez mais presentes na realidade destas empresas, representando grandes prejuízos com custos médicos, faltas ao trabalho e redução da produtividade. As empresas que ainda não olharam e atuaram nesta questão terão problemas para gerir seus investimentos em saúde.

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